quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Contos do eremita: Espectro do tempo.

Acredito nos que dizem que sonhos são viagens. Viajo muito, porém não viajo, permaneço no mesmo lugar. E em uma das viagens andei. Andei por um túnel sem fim, com listras de Yan e Yin. Listras largas e estreitas, listras brancas e pretas, listras também sem fim. E quando me dei por mim, encontrei o que não procurava. Ou talvez seja melhor dizer que ele veio até mim. "Eu sou o espectro do tempo". Foi o que disse... a forma incorpórea do tudo e nada, criado, mas também criador, o regente do uno supremo. E aí acabou meu tempo. O espectro acabou para mim, talvez ele volte quando for necessário, isso só ele e o uno supremo sabem. Enquanto isso, continuam as viagens.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Espectro do tempo...preciso me lembrar de decifrar isto, sim sim.

Silogismo "normal"

- Normal é algo que segue algo como um padrão, uma norma.
- Nada é igual a nada neste mundo(ou seja, nada segue um "padrão" na verdade).
- Logo, o conceito de normal é alguma piada sem graça.

Contos do eremita: Visita

Lembra-se do garoto que virou aprendiz, mestre-aprendiz e tudo mais? Lembro-me agora de uma sobre ele. Ele estava andando por aí, e encontrou uma garota. E começou a conversar com a garota. Não sei sobre o conversaram. Devem ter conversado sobre muitas coisas, mas chegaram ao diálogo. "você acredita em criaturas mágicas?"
-Sim, elas existem.
- Bem, adoro ler sobre duendes, e elfos, e coisas do tipo.
- Então, -disse ele levantando-se e estendendo as mãos para ela-  venha comigo para um reino magia e melodia misturam-se com poesia, onde o tempo é púrpura e as luzes falam!
E ela segurou as mãos dele, assentindo com a cabeça. Ele continuou.
- Vê as três portas na sua frente?
- Não.
Ele passou a mão na frente dos olhos dela.
- E agora?
- Sim - disse ela, agora magicamente vendo as portas. A primeira parecia antiga. A segunda parecia uma porta comum. A terceira era só a armação de uma porta. - Por qual porta entramos?
- Escolha.
- Hm...a terceira, só com armação.
Ele pegou a mão dela e entraram pela armação. Estavam agora em um campo verde. Longe, quase no horizonte, havia algo como uma enorme cidade-fortaleza medieval. Do outro lado, um pouco menos longe, um templo japonês.
- Bem-vinda ao reino de Montris.
- Montris significa algo?
- Talvez sim, talvez tenha sido apenas um nome bonito. Como não conheço significado nenhum para a palavra, suspeito que seja a segunda opção.
E a garota riu. E parou de rir para quase chorar de admiração. Um ponto de luz rosa aproximou-se dela e disse em voz cristalina e feminina.
- Seja bem vinda a Montris, Lady. O que deseja?
- O que desejo?
- É -interrompeu o garoto. Mas não deseje que um dragão apareça. Não estou a fim de lutar com dragões em meu dia de descanso. Hum... já que vai chover daqui a pouco, que tal abrigo?
- Pode ser...
-Ah, e isto -apontou o ponto de luz- é um aiodrome. O templo está mais perto... quer ir andando, correndo ou de raposa?
- Andando. Quero apreciar o lugar.
- Vamos. - neste momento em que ele pegou a mão dela e começaram a andar, um aiodrome azul começou a seguir o garoto. Depois de um tempo ele parou, olhando pra trás, bem pra trás.
- Acho que ela não gostou de ser rejeitada.
E antes que a garota pudesse perguntar quem era ela um raio caiu ali perto, e o clarão ofuscou tudo. Quando a luminosidade voltou ao normal havia uma raposa perto dela. Branca como a neve, grande como um cavalo, com nove caudas e olhos prateados.
- É, não gostei mesmo - disse a raposa.
A garota deve ter pensado que a raposa faria algo com ela por estar com raiva. Mas raposas não são tão vingativas, não perto daquele garoto. E o garoto montou na raposa e puxou a garota para cima. Cochichou algo em seu ouvido (o da raposa) e esta saiu em disparadada, veloz como o raio que a trouxe. E o vento fazia uma melodia suave nos cabelos da garota, como se estes fossem cordas de harpa. E correram como o vento. E uma chuva fina começou a cair sobre os três. A chuva começou a cair em flocos, e o tapete de grama virou um tapete de neve à medida que se aproximavam do templo. Agora ela entendeu por que suas roupas haviam mudado quando eles entraram em Montris. Chegando ao templo ele levou ela até um terraço, e ficaram lá a contemplar a neve cair.
- A sacerdotisa não está... espero que ela volte logo.
E apareceram gnomos trazendo sake e alguns petiscos. E eles ficaram a olhar a neve e a raposa que parecia um boneco de neve quando fechava os olhos.
- O que acontece quando a neve derrete? perguntou ele.
- Vira água?
- Não, chega a primavera... ah, ela chegou.
Neste momento sai uma mulher de dentro do templo. Relativamente alta, esbelta, de cabelos e olhos prateados, pele azul-cinzenta, vestido branco e arco gigantesco na mão.
- Esta é Lilith, a grã-sacerdotisa.
- Lilith não era uma deusa do amor?
- Ora, assim como existem várias garotas com o seu nome, existem várias Liliths. Uma, dizem os humanos do mundo cinza, é mãe das criaturas das sombras.
- Diga-me, garota. O que você entendeu sobre a chegada da primavera?
- Acho que...não sei o que significa...
- Humanos vangloriam-se pela sua inteligência. Tem certeza que não sabe?
- Tenho.
- A chegada da primavera é a renovação da alegria. Do calor humano. De uma outra forma de beleza, pois a neve tem a sua. Mas a primavera não chega a esta parte de Montris.
- Que triste...
- Ei, filhotes de humanos. Está na hora de voltar - disse a raposa, levantando a cabeça.
- Não posso ficar? perguntou a garota.
- Não, respondeu a elfa(a sacerdotisa é uma elfa noturna. Você não achou que humanos tinham cabelos prateados, achou?).
- Você pode visitá-los outras vezes, disse o garoto ao se levantar. Você pode visitar esse e outros mundos, tudo depende de você e do tempo próprio para tais visitas. Agora precisamos ir.
A elfa atirou uma flecha de seu arco enorme. A flecha virou uma porta comum um pouco à frente deles. E ao atravessar a porta eles voltaram ao mundo cinza.


P.S.: Gostei. Baseado em fatos reais. ^^ Fui visitar Montris hoje com uma srta bem interessante.
P.P.S.: Valeu aí povo pelos comentários/leituras. Como sempre, nem sempre eu retorno isso, sei que é feio.
P.P.P.S.: Povo do twitter, follow me XD http://twitter.com/DijaDarkdija
Ah é, jajá atualizo o Contos do eremita no recanto das letras com esse também. E temos um prólogo agora. XD

Aquarela desbotada II

Aquarela desbotada
Por criaturas mal amadas
Não entendo essa raça
Que ainda diz ser humana

Com atitudes desumanas
Com o fogo que queima a praça
A cor vira desgraça
A fascinação vira repulsa

Uma aquarela quase sem cor
Onde tudo agora é cinza
E misturam Yin e Yan
Pra fazer carnificina

Criam demônios sem saber
Falam sem ter o que dizer
Reconheça de uma vez
que o demônio é você!

Profanando arte e magia
Desbotastes a aquarela
Pobre tinta, rica e bela
É a aquarela colorida.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Bem, dia cansativo, mente cansada... fiz uma besteira do caramba, e é isso... dormir pro dia nascer feliz e enviar boas vibrações pra quem precisa. Ai ai, é nessas idiotices que eu perco o que não tenho. x) Fui querido diário xP`

Enfim em casa. Pra poetisar, pra rimar. É.

Enfim em casa
Depois monologar
Depois de cantar
Após dançar
E falar
E me virar
Pelo avesso
E pelos versos
Do tio chico
Do chico césar
E daquele Zé
O ramalho.
Caralho...desculpa. Vamos poetar.
E soltar coisas pelo ar.
Pra rimar.
Enfim em casa.


P.S.: Meu professor filmou. Só tenho aula dele na quinta, mas quando por no youtube deixo link pra vocês.
P.P.S.: Pra quem não entendeu, leia "Merlim viu o apocalipse"(que se não botei aqui tá no recanto das letras). É o roteiro de um monólogo que eu escrevi pra feira cultural da escola, e apresentei hoje, por que a feira foi hoje XD
P.P.P.S.: Por último e não menos importante, um apelo. Podem ajudar uma amiga minha? É pra votar nela em um concurso, tem um vídeo dela lá, talz. Sr's metidos a críticos, algo de errado que você provavelmente vai encontrar se chama nervosismo, mas como você não canta então sabe o que é. Enfim, se acharem que ela merece, votem nela. Num quero obrigar ninguém. Aqui vai o link, copie e cole no navegador e clique em ir ou no botão correspondente: http://www.intensidadepb.com.br/dayse_fonseca ou clique aqui

Obrigado por lerem até os p.s, obrigado pelas leituras e pelo carinho e incentivo e voltem sempre. Fui, preciso descansar.

domingo, 26 de setembro de 2010

A garota dos nomes, luzes e aiodromes.

Muitas das pessoas que ouviram as histórias do garoto que virou aprendiz acham que ele apenas foi para Montris. Na verdade, ele voltou a Montris. E o livro que ele escrevia era um livro de memórias remotas, remontavam um mundo paralelo visitado há muito tempo... criado há outro muito tempo. De certa forma, projetado por ele mesmo. E por uma garota. Uma garota de nomes, luzes e aiodromes. Pouco antes de ser protegido por sua conselheira foi a data em que encontrou a garota. Parecia uma garota normal. Só parecia, é claro. E ambos conversaram, e brincaram. E um soube que o outro não era normal. Eles não se relacionavam com o “normal” (e depois descobriram que isso não existe. Coisa pra outra história, outro dia, outra hora). Ela não entendeu o por que de o garoto sempre andar com um caderno, e nem ele mesmo sabia o por que. Mas havia alguns desenhos (nada “normais”) e outras coisas mais. E começaram a conversar sobre desenhos e coisas nada “normais”. E como algumas coisas interessantes, o começo foi uma pergunta: “O que é um aiodrome?” E começaram a discutir se era bicho ou coisa, se era rosa ou roxa, se voava ou rastejava, se sugava luz ou brilhava. E entraram em consenso. E puff, isto é um aiodrome(“o que é então” você se pergunta. Bem, informação confidencial). O mais estranho é que “puff” um aiodrome apareceu sobre a cabeça de cada um. Mas eles não perceberam, continuaram discutindo sobre os aiodromes. Sobre suas habilidades e dons, sobre sua bondade e utilidade. E sobre o lugar, de onde eles eram? De um reino mágico! Sim! De um reino mágico, onde o tempo era púrpura, onde existiam criaturas mágicas de todos os nomes e tipos, onde havia um imperador engraçado e onde todo tipo de magia pode acontecer. Um lugar entre quatro rios, onde vários nomes estranhos foram dados e/ou criados pela garota. Alguns pelo garoto. Mas ela foi a garota dos nomes. E ele aprendeu como era fácil e rápido projetar um reino inteiro. SE todas as condições estivessem certas. Se as pessoas a hora e o lugar fossem certos. Se a magia estivesse correta. Mas eles não sabiam disso ainda. Só sabiam que agora sabiam onde os aiodromes moravam. E aí foi que se deram conta que realmente aiodromes existiam. E que aquele lugar mágico também poderia existir.

Parte II

A garota dos nomes nunca esqueceu aquele dia. Pois a partir daquele dia percebeu que realmente havia criado algo. Ou recriado, isto ela não sabe. O que para aquele futuro aprendiz não passou de um sonho que foi se apagando aos poucos [por certo tempo], para aquela garota virou uma vida. O reino projetado foi criado pelo supremo, disso ela sabia. Como se ele tivesse visto algo interessante no projeto de suas criaturas. E viu, e puff! A garota foi mandada para o reino mágico. Agora ela não era mais garota, era uma senhorita bela e dona de magia poderosa, dona também dos nomes. Nomes costumam ser sínteses do destino. E seu destino era destinar as criaturas e coisas para os seus devidos lugares. Assim ela destinou seu próprio destino. O vento que nomes, o vento que dá sonhos. Esta garota passou a se chamar Namikaze Yumi, Arquiduquesa dos Aiodromes. A única mulher dentre os três lordes imperiais. A garota dos nomes, luzes e aiodromes. A mesma que deu a Raitun, o garoto que virou aprendiz, seu destino, sua sina. E sua roupa e espadas. A mesmo que deu um nome ao estranho e mágico reino de Montris.

Apressando (em vão) o tempo

H
O
R
Aff, passa logo!



P.S. Não crianças, não façam isso em casa nem em lugar nenhum!

sábado, 25 de setembro de 2010

Tempos de Ventos

Quantos ventos tem o tempo?
Quantos tempos tem o vento?
Algo que não sei nem tento
Tirar do pensamento.

Pois pensamento vai e volta
Se causa alguma revolta
Talvez tenha sido a tempo.

Há tempos não há resposta
Para o conserto dos estragos
para a verdade dos fatos
para a essência dos retratos

Quando os tempos são de ventos
Na ventania me desfaço
Na poesia eu refaço
O mundo mágico em seu tempo. Ou tento.


Inspirado em "Amores tempos e ventos" de Calliope

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Acredite se quiser.

Bem, estou ensaiando o monólogo (Merlim viu o apocalipse, tá na escrivaninha). Ontem tava andando pra escola, indo ensaiar, minhas pernas doendo pra caramba, e a cabeça lotadas de pensamentos do tipo "minha perna tá doendo de mais, vai dar pra ensaiar?" Nisso, quando vou virando a esquina passa um senhor de roupas normais e diz "paz." (tava com um fone de ouvido, mas escutei ainda). E ele continuou andando, e eu continuei andando. E comecei a me arrepiar e sentir como se alguém tivesse segurando meu braço. E a dor da minha perna passou após aquilo e durante o ensaio. Não sei quem foi, não sei o que houve, mas foi alguém poderoso e houve algo mágico. E o povo ainda não acredita nessas coisas...

Grandes divagações, pequena notável.]

O tempo urge, o tempo ruge e mais um ano passa. E a nossa pequena notável cresce em espírito e magnitude. Assim é que a sua presença traz alegria para nós, grandes ao redor da pequena notável, notando sua grandiosidade, como um fino perfume em um pequeno frasco. Assim rezam a lenda e a profecia. Nós rezamos por ela. Acho, em minha humilde opinião, que a pequena notável não pode reclamar do superior por não ser mais alta ou menos isso, ou ter mais aquilo (isso é isso, aquilo é aquilo, o que não importa no momento). Tenho certeza que ele está satisfeito com a criatura (nós também) Uma criatura notável, porém pequena, pequena, porém notável. Nota-se que o tempo foi pouco e pouco se conhece dela. Tão pequena e com tanto a se conhecer, problemático. Se ela tivesse 1,80 e a proporção se mantivesse, umas cinco vidas seriam necessárias pra se começar a conhecer o básico, o necessário, o útil, o agradável e o recomendável. A chuva é que sabe mais sobre ela. E os astros.  E talvez os duendes. Se as pessoas altas e loiras dizem ter ancestrais élficos, será que os ancestrais dela são duendes? Isso explicaria o tamanho logicamente, e também a aura mágica e irreverente. Talvez explique uma ou outra coisa a mais, como a predisposição da pequena notável a falar muito com sua voz frágil. A voz frágil reuniu os gigantes chuva e tempestade em sua discussão terna, eterna e interna. Que ela explique o que deve ser explicado enquanto escutamos juntos o tempo rugir, afinal não se sabe com muita certeza onde estaremos no próximo rugido.


Homenagem à minha amiga Débora! Quer dizer, nossa[se certas pessoas lerem isso talvez eu apanhe.]. A garota que juntou chuva e tempestade!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Contos do eremita: Vazio.

Bem aventurados são os humanos que não conhecem a solidão...ao mesmo tempo carregam certa dose de maldição, por não saber dar o devido valor à companhia. Andei muito, e minhas companheiras eram a solidão e o vazio. E não posso dizer se tive amigos, mas posso afirmar que o valor de uma companhia não tem valor. Principalmente quando não se tem muitas por perto. E quando isto acontece o vazio fica a seu lado como companheiro fiel. E cresce tanto e fica tão poderoso que torna-se eterno. E as companhias de companheiros ainda assim conseguem suprir esse vazio. Mas elas se vão, e o vazio toma novamente forma. Formulo a teoria de que somos eternamente vazios, mas alguns não percebem por o vazio estar sempre cheio, outros por não precisarem nem da companhia dele. Alguns, por que não foram abençoados e não sabem o valor de uma companheira. Andei muito, e a meu lado, vazio.

sábado, 18 de setembro de 2010

Novidades.

1- Minha net ainda tá na mesma...mas...quem sabe eu consiga fazer meu pai pagar a metade do modem e eu dar a outra metade [caso ele queira assim]?
2- Minha amiga me viciou na mini fazenda do orkut. Aff. -.-'
3- Recebi uma oportunidade de emprego, mas ainda estou em fase de análise sobre o assunto.
4- Depois de ler nárnia e senhor dos anéis, to no quarto livro das brumas. Se eu ler com vontade termino hoje XD

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Contos do eremita: A grã-sacerdotisa.

Isso aconteceu há muito, muito tempo atrás. Em um outro mundo, em um reino chamado Montris. Um mundo onde pessoas tinham auras coloridas, o tempo era púrpura e todo tipo de criatura mística andava junta. Lá mesmo o mais mísero dos humanos acreditava em magia, mesmo que não a possuísse. Não havia uma espécie de religião por lá, mas pessoas tinham suas crenças, e suas sacerdotisas. As sacerdotisas eram treinadas em um lugar secreto e escondido, após isso eram mandadas para servir nos templos da cidade ou nos grandes templos guardiões. Quatro eram estes, vigiavam as fronteiras do lugar. Tudo começa com um fato estranho, mas se você não acredita em magia, tudo lhe parecerá estranho nessa história. Deixaram uma criança na porta da casa de sacerdotisas. Mesmo para este reino mágico isto não era comum, geralmente as próprias sacerdotisas adotavam garotas quando não tinham filhas. Mas não era uma criança comum, era uma elfa. E além de tudo, não era como os elfos que costumavam andar junto dos homens, era uma criança dos elfos noturnos, os que se escondem desde o início dos tempos nas grandes florestas. Estranho também era o bilhete que a pequenina segurava nas mãos de um curioso cinza-azulado: "Esta é Lilith, o inevitável a levou até aí. Tratem-na como a grandeza de seu nome, pois estão diante de uma futura grã-sacerdotisa." E a garota pareceu crescer diante das grandes e antigas sacerdotisas, seus cabelos quase prateados pareciam refletir a luz da lua. A carta e a garota tinham realmente algo de grande as envolvendo, uma magia poderosa que as sacerdotisas não podiam ignorar. A pequena elfa foi treinada como sacerdotisa, e tornou-se tão grande quanto as antigas lendas da magia. Porém não foi para os templos da cidade ou os guardiões. Sua sina era um fardo muito grande, uma aura que a precedia. Lilith era um nome de mal agouro, e apesar de tudo os habitantes do reino não pareciam confiar muito em uma elfa noturna. Como nas velhas lendas, o personagem que teve uma vida e desprezada salva quem não merece: aquele que o despreza. Neste caso, muita gente. "De quê?" é o que você está se perguntando, correto? Bem, um dragão é algo suficientemente grande para você? Espero que a resposta seja sim, dizem que é preferível enfrentar a um do que enfrentar a fúria da sacerdotisa. Não era um dragão tão poderoso quanto os que enfrentaram os deuses nas antigas lendas, mas qualquer dragão tem força suficiente para devastar uma cidade se não for parado. E este, já tendo acabado com a primeira metade, preparava-se para a segunda. Caçadores de dragões e soldados não estavam por perto, a cidade estava desprotegida, ou melhor, protegida por sacerdotisas. Infelizmente o ponto fraco das sacerdotisas é serem muito boas em curas e barreiras espirituais e as últimas pessoas que se deve chamar às armas. Lilith não fazia parte da maioria das sacerdotisas, podia invocar um arco agora tido por lendário, pois foi o arco que matou um dragão de uma flechada. Uma flechada da sacerdotisa Lilith, e quando chegaram soldados e matadores de dragões acharam apenas um banquete para a cidade de carne de dragão (claro que as sacerdotisas trataram e purificaram a carne antes do assado). Após derrubar um dragão e fazer outros feitos notáveis, a sacerdotisa Lilith virou Grã-sacerdotisa, guardiã do grande templo do sul, e a maior entre as quatro maiores sacerdotisas que guardam as fronteiras. Nunca mais se ouviu pronunciar naquele reino que o nome Lilith era de mau agouro, nunca mais desconfiaram de nenhum habitante daquele lugar. E talvez nunca mais apareça uma história de sacerdotisa como essa. Você provavelmente se pergunta como sei de tudo isso nesse momento, não? Como dizem no reino de Montris, "informação confidencial". E esta não se conta nem diante desta fogueira.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

...

Quando se caminha em silêncio e mal se ouve seus passos, tudo é cinza, sombrio e melancólico.
quando se caminha com alguém que verdadeiramente está ao seu lado, tudo é alegre e pictórico.
Quando se caminha sem ninguém para ajudá-lo, é forte o suficiente para carregar seus fardos.
Quando se caminha esperando que ao lado esteja mais um par de passos, alguém que pode nem estar ali está lá assim mesmo dividindo o fardo.
Quando o fardo é muito pesado para de caminhar.
Quando o fardo se torna pesado é difícil continuar.
Quando diz dane-se o fardo e joga-o para o ato ele cairá em cima de alguém que não o esperava.
Quando se recebe um fardo inesperado fica-se desesperado.
Qando se caminha em silêncio e não se ouve nem os passos o mundo dá o ritmo, melodia, harmonia e compasso.

P.S.: Estou lendo finalmente as Brumas de avalon. Depois de ler o primeiro livro quase todo notei um fato interessante. Uma amiga minha havia me passado o e-mail dela, e era algo com "morgana de avalon". Fiquei me perguntando o por que já que o nome dela não tinha nada a ver com Morgana. Depois de quase terminar o livro fui realmente acordar e ver de onde ela tirou o bendito nome.
P.P.S: Estou com mania de colocar esse monte de p.s. , mas como não sei se minha internet vai pegar de tarde, é o jeito. E aí povo que está lendo [ou não] o meu livro, as memórias de um aprendiz? tá legal a coisa? precisamos de melhorar muito? Precisamos, mas vou ler os livros que tenho de ler antes, pra voltar pro meu livro depois, isso vai tomar certo tempo. Após isso eu releio o memórias e conserto o que tem de errado. Tem uns erros meio grotescos, relevem.
P.P.P.S.: Novamente obrigado pelas leituras e comentários e tudo mais. E...acho que é isso. Como diz a Kimito do recanto das letras, "vlw aí brother! ((PAZ))"

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Dando uma passada para avisos e devaneios.

Faz tempo que não apareço aqui... net maldosa, espero que eu consiga consertá-la esse mês. Espero que eu consiga voltar a postar como antes, alivia a alma. Bem, não deixei de escrever, ficava postando ou tentando postar algo no recanto das letras, mas quando conseguia ganahr a briga com a net pra postar no recanto não era tão feliz aqui ou estava muito sem saco pra brigar de novo , se é que me entende, e também tenho uma pilha de clássicos indispensáveis pra ler antes de voltar a pensar no projeto do meu livro e... e ler também desopila, além de me tirar um pouco da mente as viagens e stresses de um estudante de terceiro ano [ facul ano que vem...bem, deixemos o assunto pra outro post XD]. Ahn... eu tou vivo ainda! E postando textos no recanto das letras pelo menos, já que é meio punk brigar duas vezes no dia com a net, e lendo meus livros, e como sempre viajando muito na maionese, catchup e todos os condimentos possíveis. Tanto que escrevi uma parada bem viajosa. Leia [ pra você que vivia reclamando da falta de posts longos, cansa de ler aí agora!]

"A chuva que atraiu para si todos os problemas, assim como a água atrai a água. A chuva que dissolveu o sal da terra, assim como a água em quantidade suficiente dissolve a mais mortal das impurezas. A tempestade que arrastará para longe a chuva e os problemas. Que descerá rápida e furiosa contra as criaturas que se desviaram de suas funções. O senhor da tempestade e a senhora da chuva, senhores negros com funções nobres, origem pobre e aura nobre, O lorde imperial e a sua consorte. Poderes equivalentes que se anulam e se destroem ao destruir revelarão a verdadeira criação. Assim como todas as coisas de nosso mundo, para este acontecimento há o se de condição. Se reunem as três forças da criatura: corpo mente e espírito, se reunem quatro elementos fundamentais: água, terra, fogo e ar, se reúnem quatro raças primordias: orcs, elfos, humanos e anões. Gigantes e dragões, criaturas místicas e celestiais. Se o lugar onde se descobre o enigma é onde a jornada termina, onde se reúnem todos os ventos é mostrada a verdadeira sina. O escuro e o claro, os altos e baixos, o presente e o passado, os yings e yangs, os semelhantes e opostos se encontraram uma vez mais e não mais por incontáveis eras, essa é a profecia do Deus dos deuses que os espera."

Bem, agora eu explico. Apesar de que em detalhes é complicado. Estava a procura de uma profecia, mas finalmente a encontrei e finalmente a escrevi. O enigma para continuar o livro, o memórias de um aprendiz. Vou encaixar isso em alguma parte do próximo livro, só não sei quando nem onde, mas ela vai ficar aí guardada, e um dia lembrarei dela. Enquanto ela fica guardada eu termino de consertar o primeiro livro, continuo a esperar as opiniões sobre ele, e espero pacientemente as opiniões de quem se comprometeu a ler[ se algum está lendo isso, que não entenda como cobrança, afinal já falei pra vocês que não cobro mais promessa nenhuma.]. Bem, caso alguém queira se embrenhar em uma longa história, ela está melhor contada em "Um discurso para um reino inteiro", texto da minha escrivaninha. Não que não valha a pena recolocá-la aqui, mas levaria um longo tempo...e eu nunca conto uma história do mesmo jeito. Ahn...já escrevi de mais? Então você que já leu de mais, obrigado por ter lido até aqui, e ter lido outros textos caso leu, volte sempre e desculpe-me se eu não retribuir a visita, o tempo e a internet não me permitem no momento. Ai ai , o tempo... bem, não é tempo de falar sobre ele, até a próxima eu espero. Quem sabe não me vem outro futuro fragmento que não possa ser dispensado? Virá com certeza mais alguma coisa, não sei o que. Pronto, agora eu paro de escrever e você para de ler, ok? Ok, ok, té mais.
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